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Dossiê de Inclusão

Page history last edited by Rosimari de Paula almeida 2 years, 10 months ago

 

Nesta página serão editadas as atividades propostas na interdisciplina

 

 

Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais.

 

 

Falar de Pessoas portadoras de deficiências ou com necessidades especiais nos dias de hoje já não é mais novidade alguma, já que temos em nossas escolas um número cada vez mais significativo de crianças portadoras de alguma deficiência, seja ela física, mental ou problemas de aprendizagem. Há pouco tempo atrás era praticamente impossível a gente imaginar esta mistura de crianças "normais" com com aquelas que necessitam de ajuda mais especializada.

Na escola onde atuo temos várias crianças que foram "incluídas", e aos poucos vamos nos acostumando com esta situação, apesar de faltar muito de infra-estrutura e pessoal que possa dar um acompanhamento mais qualificado para estas crianças e também suporte pedagógico para os professores. Mas a gente vai sempre se virando e nunca deixando a peteca cair embora este assunto mereça muito mais atenção por parte dos governantes.

 

 

 

 

 

Experiência com aluno de inclusão 

 

"Educar é impregnar de sentido cada coisa que fazemos." (Paulo Freire)

Esta frase diz muito principalmente quando se trata de educar ou trabalhar com crianças que possuem algum problema de aprendizagem ou algo mais sério e que logo são chamados de "alunos de inclusão".

Este é o primeiro ano que tenho em  minha turma de terceiro ano um aluno considerado de inclusão. Já convivi com vários alunos portadores de necessidades especiais, mas nunca diariamente como agora.

O aluno a que me refiro, até o momento não tem nenhum diagnóstico comprovado ou laudo médico que ateste o tipo de problema que ele apresenta, tudo o que a gente sabe e especula é baseado nas observações e depoimentos das professoras anteriores.

Este aluno tem dez anos de idade e é gêmeo com outro menino. Ao nascer teve sérios problemas e precisou ficar internado por alguns dias, enquanto o outro foi para casa normalmente. O desespero da mãe diante deste fato, penso que desencadeou uma superproteção em relação a esse menino que foi criado com todos os mimos e dengos, sem limites ou responsabilidades, o que não ocorreu com o outro irmão que precisava fazer tudo isso pelos dois.

A família também, pensamos nós, não aceitava o fato de ter um filho com algum problema. Aos seis anos quando começou a frequentar a escola foi solicitado para a família um acompanhamento com especialista, exames, enfim para que pudesse se detectar o tipo de "doença" que ele tinha, ou seja, ter um diagnóstico preciso sobre a situação.

O que ele apresenta são sintomas de hiperatividade, não consegue ficar parado, está sempre a mil, possui défict de atenção, nada o prende, não consegue consegue se concentrar por muito tempo em atividade alguma. Parece ser "bipolar", porque as vezes chega na escola como um doce, carinhoso, gentil e já em outro dia está impossível, briguento, não escuta ninguém, fala palavrões, parece outra pessoa.

Quanto a aprendizagem apresenta uma defasagem muito grande pois ainda não consegue escrever seu próprio nome, esquece as letras. Reconhece as letras e alguns números mas não consegue juntá-los para formar palavras.

Depois de três anos frequentando a escola, este ano é que os pais levaram ele ao médico para realização de exames, estamos no aguardo dos resultados.

O único atendimento que a escola proporciona para ele são atividades na sala de recursos da escola.

Com certeza é um desafio e tanto trabalhar e conviver diariamente com uma criança assim porque infelizmente nós não podemos fazer grandes coisas, mas ao mesmo tempo é gratificante porque apesar de tudo o carinho e o vínculo afetivo que a gente constrói com eles e vice-versa é algo incrível.

 

 

 

 

Reflexões atividade 2

 

 

Minha escola está localizada na periferia da cidade de Novo Hamburgo, os alunos em sua maioria são muito carentes. A escola possui ao todo 696 alunos, do primeiro ao quinto ano. Tem um grupo de 22 professores, mais 6 que fazem parte do Projeto Mais Educação que são custeados com as verbas vindas do governo federal. Estes projetos atendem crianças no turno inverso em que estudam.

Temos na escola segundo a Orientadora 34 alunos que se enquadram como "alunos de inclusão", mas apenas um é considerado assim pois é cadeirante, teve paralisia cerebral ao nascer e a mãe está providenciando um laudo médico que ateste esta situação. Além da escola ele frequenta duas vezes por semana  a AACD.

As outras 33 crianças não tem laudo médico que justifique suas necessidades educacionais especiais. Estas crianças frequentam a Sala de Recursos onde são atendidas por uma pedagoga que realiza trabalhos diferenciados com jogos pedagógicos e outras atividades dirigidas para ajudar na aprendizagem e também fazer com que estas crianças consigam se soltar mais, expor seu lado emocional, descobrir suas habilidades, enfim um local onde elas são atendidas indicvidualmente e assim tgem mais liberdade para expressar-se.

A Sala de Recursos está embasada de acordo com uma lei de inclusão, onde prevê atendimento diferenciado à alunos com necessidades educacionais especiais.

Mas lendo as leis e a nova LDB, percebe-se uma larga distância do que temos nas escolas como trabalhos diferenciados, professores qualificados, e profissionais para trabalhar com qualidade com estas crianças. Por enquanto seus direitos de alunos "incluídos" se dá apenas pelo esforço da escola que tenta sanar as deficiências do espaço físico do ambiente escolar e pelo imenso amor e boa vontade dos professores que mesmo sem qualificação, nem mesmo um curso básico, conseguem realizar trabalhos maravilhosos com estas crianças. Incluí-las num ambiente escolar saudável,  vendo estas crianças progredirem e serem felizes com seus colegas, sendo respeitadas e mais que isso sendo amadas, já fomos muito gratificadas.

 

 

 

Unidade 3

 

 

Na rede municipal de ensino do município de Novo Hamburgo, os alunos que necessitam  de atendimento especializado são atendidos na escola, na sala de recursos, ou fora dela em espaços preparados para esse fim e contando com profissionais especializados também. São eles:

NAP: Núcleo de Apoio Pedagógico, neste espaço os alunos recebem atendimento por parte de Psicólogos, Psicopedagogos, Psicomotricidade relacional, Fonoaudiologia, Sala de Recursos para Deficientes Visuais e Dançaterapia e Brinquedoteca;

CAPSI: Centro de Atendimento Psicosocial Infantil,  neste espaço os alunos recebem atendimento de Psicólogos, Psiquiatra, realizam grupos de adolescentes e oficinas;

FEEVALE: aqui os alunos são atendidos por estagiários de Psicologia e Fonoaudiologia. Estes atendimentos são realizados na sede da Instituição ou fora dela nos núcleos.

Equoterapia: atividade realizada em Lomba Grande, onde os alunos participam de sessões de equoterapia, sem custo algum. As crianças são buscadas na escola uma vez por semana por um ônibus e são acompanhadas por um professor ou algum familiar.

 

 

Estudo de Caso  

 

 

Este assunto é bastante delicado porque como citei anteriormente é a primeira vez que convivo diariamente com uma criança que apresenta dificuldades bem  pontuais em relação a aprendizagem e comportametmo. A mãe levou o menino para realização de exames, onde foi detectado através de um eletroencefalograma ( acho que foi este o exame feito com ele dormindo), que ele apresentava pequenas convulsões, as quais passam despercebidas pois são muito leves, segundo o diagnóstico do exame, o médico pediu então que fosse realizada uma tomografia computadorizada a fim de investigar ou detectar mais detalhadamente este problema.

A escola também o encaminhou para atendimento no CAPSI, mas a mãe encontrou todos os tipos de empecilhos para levá-lo, primeiro o horário que não fechava com sua disponibilidade, a orientadora da escola tentou novamente e conseguiu outro horário e novamente a mãe acabou não levando o menino.

A partir destas situações fica a pergunta: Até que ponto esta família quer ajudar esta criança? E eu, como educadora, o que consigo fazer por ele em sala de aula? O que sinto é que esta criança sofre por seer assim, às vezes ele tenta ser normal, busca realizar as atividades igual aos outros, pede outras atividades diferentes, enfim se esforça, mas de repente parece ser outra pessoa, joga tudo e só quer saber de brincar e querer ir pra rua, sair da sala. Na Sala de Recursos também falta muito, nem sempre comparece aos encontros, e a família novamentre se omite deste compromisso.

A situação financeira da família é bastante confortável, o pai é empresário do ramo calçadista, possui uma pequena empresa que localiza-se ao lado da escola.

A mãe trabalhava fora em fábricas de calçados. É uma mulher muito bonita, jovem ainda, mas algo chama a atenção: é analfabeta. Se não me engano, ano passado ela começou a frequentar a escola para aprender a ler escrever.

Agora ela está trabalhando só meio turno na fábrica do marido.

A vivência em família era bastante tumultuada, o pai muito machão, segundo as histórias contadas pelo menino. Os pais brigavam bastante, isso ele contava a dois anos atrás.

No ano de 2008, este menino foi o garoto problema da professora, ficava mais fora da sala de aula do que dentro dela e a professora não fazia questão de puxá-lo para seu lado e tentar pelo menos conquistá-lo. Afundava o caminho para a sala da orientadora quase que todos os dias.

Muitas vezes eu ia junto com ele depois da aula até uma altura do caminho pois íamos pro mesmo lado e sempre conversávamos muito, ele sempre foi muito falador, contava histórias, especulava sobre mim, enfim batíamos papo pelo caminho, penso que isso serviu pra ele construir comigo um laço afetivo melhor, porque este ano até o momento não tive maiores problemas de indisciplina por parte dele. Mas o que realmente me preocupa é o tempo que vai passando e não  acontece nenhum avanço em relação a aprendizagem, me sinto impotente e muitas vezes desanimada, pois esperava conseguir mais e já estamos praticamente no meio do ano.

O que eu percebo é que esta criança que já está com dez anos de idade e não consegue desenvolver sua aprendizagem apresenta sintomas muito fortes de hiperatividade, de repente déficit de atenção também, porque é impossível alguém não conseguir se concentrar em momento algum, quando ele precisa ficar quieto por um tempo maior, como assistir uma apresentação ou palestra parece que vai explodir, fica sapateando como se estivesse querendo escapar de uma amarra.

Volto a questionar também até que ponto convívio familiar contribuiu para este transtorno, será que tem a ver com as desavenças entre os pais? Percebo nele atitudes de quem quer ser o machão, então imagino que quer imitar o pai, pois em anos anteriores ele falava e idolatrava o pai acima de tudo. 

Também se a família tivesse se preocupado com  ele desde  pequeno talvez tivesse amenizado este problema e, hoje não fosse tão grave assim, pois imagino que quando se trata os sintomas desde o início e encara com seriedade o assunto, as consequências e os danos se tornam menores.

Mas como na maioria das vezes é na escola que estouram todas as mazelas da família e é onde se percebe que a criança necessita de um acompanhamento mais de perto e de alguém especializado.

 

 

 

Unidade 5 - Autismo

 

Sobre autismo não tenho nenuhm caso que conheça e também nunca tive contato com alguém que apresenta este problema.

O aluno que estou descrevendo como estudo de caso não apresenta, segundo o que li, características de criança com autismo. Esta criança a quee stou me referindo, já realizou a Tomografia Computadorizada que o médico solicitou, mas a mãe ainda não trouxe o resultado, a não ser que ainda não o tenha retirado. Falei com ela na entrega de avaliações e disse que ela enquanto mãe deveria se preocupar mais com ele e correr atrás de todos os exames pedidos pelo médico e fazer o possível e até o impossível para ajudá-lo, pois com certeza ele não se sentia nehum pouco bem com todas as dificuldades que apresenta. Ele acaba se comparando ao irmão, que é gêmeo dele, que já está no quarto ano enquano ele não consegue escrever o próprio nome corretamente.

Não sei se ela levou muito a sério, pis não me deu muita atenção, foi saindo de fininho.

Estou no aguardo destes resultados e já comentei com a Orientadora pra ficar em cima dela, pois o tempo vai passando e pra mim, enquanto professora dele, fico muito angustiada sem saber o que ele realmente tem e o que é possível fazer para ajudá-lo.

 

 

Unidade 6 - Deficência Mental

 

Comportamentos observáveis do estudo de caso 

 

O aluno que estou observando não apresenta, penso eu, nenhuma deficência mental, ele mantém um bom relacionamento com todos os professores, direção e funcionários da escola. claro que em alguns momentos ele se altera, não gosta muito de ser contrariado, mas isso não faz dele uma criança com deficiência mental. Em sala de aula,  se relaciona bem com todos, gosta de brincar com todo mundo e não faz nehuma distinçaõ entre os colegas. Está muito bem adaptado ao ambiente escolar, se sente muito bem ali.

O problema que me aflige conforme já citei é o fato dele não reter nehuma informação, naõ conseguir demonstrar crescimento quanto a aprendizagem. Escreve seu nome com falta de letras, reconhece as letras mas não consegue uní-las para formar palavras, não consegue identificar todos os números, apenas alguns.

A escola faz o possível para receber da melhor maneira possível estas crianças que necessitam de um acompanhamento especial, mas penso que ainda há um longo caminho a percorrer em matéria de infraestrutura para receber estes alunos. Faltam rampas, banheiros adaptados para cadeirantes, isso que em nossa escola temos um aluno cadeirante e falta rampa até pra entrar na sala de aula.

Falta pessoa que possa apoiar a professora com estes alunos em sua sala, para que realmente ela consiga desenvolver um trabalho legal e que perceba os resultados. Poderia, quem sabe, o município contratar esudantes de magistérios para este auxílio, pois com certeza seria de grande ajuda.

A família muitas vezes e quase em sua maioria lava as mãos e joga na escola toda a responsabilidade de conseguir ajudar seu filho, a escola tem que correr atrás de marcar consultas com psicólogos, encaminhar para SMED estes casos a fim de obter apoio pedagógico, enfim se esforçar fazer a sua parte e também a da família.

No caso do meu aluno os pais teriam condições financeiras de tratar ele com especialistas, realizar os exames solicitados sem ter que esperar pelo SUS, mas não fazem isso, porque é mais fácil fechar os olhos e fazer de conta que está tudo bem.

 

 

Unidade 7  - Avaliação 

 

A ideia de  como avaliar todos os alunos e consequentemente um que apresente NEE, são coerentes com aquilo que sempre se dsicute nas escolas e na minha não é diferente. O que acontece na prática é que se criam impecilhos para que esta teoria se concretize, sabemos que devemos olhar o aluno com um todo e não somente aquilo que é em sala de aula, sempre levar em conta o que já sabe, pois afinal não foi na escola que ele aprendeu muito do que sabe, então esta assunto é bastante claro. Os empecilhos a que me refiro é colocado devido ao fato de muitas vwzes este aluno não criar nada, não acompanhar de jeito nenhum as  atividades mesmo que elas sejam diferenciadas. Como explicar aos coegasd que o "fulano" não faz quase nada e mesmo assim vai mudar de ano? É um assunto complicado, mas que todos sabemos necessário discutir e achar um consenso.

A avaliação feita deste aluno "especial" é feita por nota e também parecer, onde é discriminado o crescimento do mesmo, onde evoluiu e onde estão as maiores dificuldades.

Penso que este tipo de avaliação nem sempre dá conta da realidade desta criança, sempre fica um algo a mais que poderia ser trabalhado e muitas vezes percebemos isso depois. Entendo que a gente tem que aprender a ver onde este aluno consegue se destacar melhor e assim avaliá-lo, mas como isso também se torna difícil, pois nossas turmas estão entupidas de alunos que precisam da gente pra tudo.

 

Comments (3)

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 9:52 pm on Apr 14, 2009

Olá , Rosimari, a atividade 1, pede que faças um relato de inclusão, não falar sobre inclusão. Este relato pode ser de tua sala de aula, da escola onde trabalhas, de uma colega, de familiar, amigos, vizinhos.
Abraços
Maria del Carmen

liliana said

at 8:08 pm on Apr 23, 2009

Oi Rosimari
pelo que comentas são apenas especulações os diferentes "diagnosticos" ne?
na sala de aula tens utilizado algum tipo de estratégia pedagógica diferenciada? sabes o que acontece na sala de recurso? que tipo de trabalho ele está desenvolvendo la?
há algum tipo de integração entre tu professsora da sala de aula e a professora da sala de recurso?
abraços
liliana

liliana said

at 11:13 pm on Jun 24, 2009

Oi Rosimari

estas precisando focar novamente nas solicitações que colocamos nas unidades 5-6-7 para finalizar teu trabalho. Estas indo bem, precisas complementar agora esta primeira parte do dossiê, vamos la?
abracos
lili

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